Riscos ambientais e econômicos do derramamento do óleo nas praias nordestinas é tema de debate na UPE

Na última terça-feira (12), na quadra de Esportes da Escola Superior de Educação Física (ESEF), a Universidade de Pernambuco (UPE) sediou o painel "UPE de olho no petróleo", que contou com a presença de pesquisadores e representações dos segmentos dos docentes, dos estudantes e dos servidores da instituição (Adupe, Sindupe e DCE). Além de representantes do Governo do Estado.

O objetivo da ação foi para avaliar a atuação relativa ao petróleo que começou a chegar à costa nordestina no fim de agosto, há mais de 70 dias. Além disso, inserir a comunidade universitária nos esforços para a superação dos problemas decorrentes dessa poluição que atinge o litoral nordestino.

A mesa foi composta pela pesquisadora da UPE/Fiocruz, Liz Giraldo, o secretário estadual do Meio Ambiente e Sustentabilidade, José Bertotti e o professor Clemente Coelho (ICB/UPE). Além do presidente da Adupe, Luiz Oscar Cardoso Ferreira e a Vice-Reitoria da UPE, Maria do Socorro de Mendonça Cavalcanti.

“O dano à população em vários setores da sociedade é imenso e pode durar muitos anos”, disse a pesquisadora Lia Giraldo (UPE/FIOCRUZ). Já o professor Clemente Coelho, falou sobre a vulnerabilidade de pescadores e marisqueiros diante do descaso. “o petróleo mata, assusta e tem deixado muitos trabalhadores desassistidos, sem renda, com fome, agredidos fisicamente e psicologicamente. Ameaçados quanto à sua segurança alimentar”, destacou.

O presidente da Adupe, Luiz Oscar Cardoso Ferreira falou sobre o papel da universidade em assuntos como este. “É nosso papel debater e encontrar alternativas no sentido de minimizar os problemas trazidos por essa tragédia e cobrar das autoridades competentes as medidas cabíveis”, frizou.

Para o secretário estadual do Meio Ambiente e Sustentabilidade, José Bertotti quem precisa “pagar a conta” do crime ambiental é a indústria do petróleo, seja uma empresa individualmente ou o conjunto, visto que a exploração do mineral em si já prevê grande risco de desastres ambientais. “ O Governo do Estado está acompanhando de perto às populações mais atingidas”, disse.

“A Universidade de Pernambuco está integrada às ações que vêm sendo desenvolvidas em parceria com outras instituições de forma a minimizar as consequências deste desastre. Estamos à disposição da Secretaria do Meio Ambiente”, disse a Vice-Reitora da UPE, Profa. Socorro Cavalcanti.