Novos diretores da POLI/UPE tomam posse

Em uma solenidade marcada pela emoção e pela homenagem póstuma a uma ex-aluna vítima das chuvas que deixaram 128 mortos na Região Metropolitana do Recife, os professores Alexandre Duarte Gusmão e Sergio Campello Oliveira tornaram-se oficialmente os novos diretor e vice-diretor da Escola Politécnica da Universidade de Pernambuco (Poli/UPE) para o quadriênio 2022-2026.

A posse ocorreu na manhã desta segunda-feira (6) no auditório da Poli, no Campus Benfica, com a presença da reitora Socorro Cavalcanti e da vice-reitora Vera Gregório.

A reitora Socorro Cavalcanti presidiu a mesa que, além dos ex-diretores e novos diretores da Poli, contou com a presença do ex-reitor da UPE, Pedro Falcão, convidado de honra da solenidade.

Representantes dos docentes (professor Armando Carneiro Pereira), dos servidores (Silvinha de Oliveira) e dos discentes da Poli (Gabriel Roger de Lira Lima, presidente do Diretório Acadêmico) também foram chamados para compor a mesa.

O agora ex-diretor José Roberto de Souza Cavalcanti fez seu discurso de despedida de gestão, onde destacou a decisão estratégica de se adotar uma administração colegiada. Com a participação de toda a comunidade acadêmica, a Poli ganhou novos cursos, laboratórios e parcerias.

Ele destacou o desafio advindo com a pandemia de Covid-19, superado pelo esforço de adaptação ao ensino remoto. Emocionado, José Roberto encerrou seu discurso agradecendo o apoio da família durante o período de sua gestão.

O novo vice-diretor da Poli, Sergio Campello, que antes de eleito era pró-reitor de Pós-graduação, Pesquisa e Inovação da UPE, fez seu pronunciamento depois de assinar o livro de posse. 

"É o maior desafio da minha vida, mas não estarei só. Terei a ajuda dos professores, dos estudantes, dos funcionários e da minha família. Contem comigo", disse.

O novo diretor da Poli, Alexandre Gusmão, que antes era o vice-diretor na gestão anterior, destacou que a engenharia deve integrar e não segregar as pessoas.

Ele fez um tributo a Taís Regina Ramos Feitosa, de 31 anos, engenheira civil recém-formada pela Poli que morreu vítima de soterramento da sua casa em Jaboatão. Ela havia começado a trabalhar há apenas 20 dias em uma construtora.

"É por isso que estamos todos aqui nesta solenidade cheia de emoção. Para reafirmar o compromisso dessa escola e dessa universidade. De transformar os sonhos desses jovens em realidade. E que possam fazer da Engenharia e da Física instrumentos de conquistas para toda a sociedade. A educação é nossa causa. Vamos honrar a memoria de Taís Feitosa. Que Deus no ilumine nessa missão".

A reitora Socorro Cavalcanti fez o discurso de encerramento da solenidade convocando a comunidade acadêmica da Poli a trabalhar nos desafios das chuvas e de outros problemas que pedem a intervenção da engenharia. "Essa caminhada é contínua. Contem sempre conosco nos desafios", disse Socorro Cavalcanti.